segunda-feira, 7 de junho de 2010

A Busca do Amor no Século XXI

Nosso Bate-papo é uma proposta de indagações sobre esse tema universal para o ser humano em sua trajetória de vida.

Iniciamos nossa reflexão pelo cartaz que divulgamos através de uma obra de arte de Lorenzo Mattotti, simbolizando o encontro entre o masculino e o feminino, cada um lendo seu livro.

Qual é a busca de cada um?
Quais são seus valores?
Como conciliar essas duas naturezas opostas e complementares?
Como se dá esse encontro a nível externo e a nível interno de alma?
Quem é esse Eros ou Cupido que nos flecha e que tanto desejamos ser flechados?
O que é a paixão?
Existe diferença entre amor e paixão?
O que o homem pensa e sente sobre a Revolução Feminina e sua repercussão nessa complementaridade?
Existe possibilidade de ressignificação do encontro Homem e Mulher em condições de igualdade, sendo de naturezas tão diferentes?
É possível amar verdadeiramente?

Para falar de amor, temos que recorrer aos poetas, amantes e místicos que se encontram nesse estado amoroso de inspiração, beleza e criatividade.

Entramos no reino da imaginação onde as Musas se tornam presentes e o Deus Eros com suas asas e flechas, brincalhão e assertivo escolhem seus eleitos para essa viagem no reino mítico de surpresas. Eros é um intermediário entre deuses e homens, dando asas ao mundo dos impulsos. É anjo e daimon. “É o desejo ardente.”

A Deusa Afrodite ou Vênus, sua mãe, nascida das ondas do mar, presenteia aqueles que abrem seu coração para o amor. É o arquétipo da beleza e da paixão.

Lembro do grande poeta, compositor e músico baiano, Caetano Veloso, pai do Tropicalismo, revolução de costumes, criada no Brasil nos anos 60, com um grupo denominado Os Doces Bárbaros, cantando e dançando, numa alegria indescritível e desejo de mudança.

“O seu amor, ame-o e deixe-o livre para amar!”.

Essa revolução marcou uma busca por novas idéias libertárias, indagando sobre os caminhos das relações amorosas e do processo de construção de um novo homem e de uma nova mulher e consequentemente uma nova família.

Esse movimento surgiu como um balão de oxigênio numa época repressora da ditadura militar nos anos 60. Caetano gritava “é proibido proibir” e naturalmente foi exilado como todos que tentaram quebrar os valores tradicionais. Não se evolui sem perdas necessárias ao desenvolvimento da consciência, que é individual e se reflete na sociedade.

Ainda no século XX, o casal de escritores e intelectuais franceses, Sartre e Simone de Beauvoir, criaram a filosofia humanista existencialista, baseada em idéias libertárias e no amor livre, respeitando o limite da individualidade.

Simone de Beauvoir escreveu uma pesquisa sobre a condição feminina em suas várias dimensões, psicológica, sexual, social e política, propondo um novo caminho para a mulher e para ambos os sexos.

Em seu livro: “Uma Experiência Vivida”, De Beauvoir cita: “o certo é que até aqui as possibilidades da mulher foram sufocadas e perdidas para a humanidade; já é tempo no seu interesse e de todos, de deixá-la enfim, correr todos os riscos, tentar a sorte”.

No final de sua pesquisa, ela afirma: “é dentro de um mundo dado que cabe ao ser humano fazer triunfar o reino da liberdade; para alcançar essa suprema vitória é, entre outras coisas, necessário que para além de suas diferenciações naturais, homens e mulheres afirmem sem equívoco sua fraternidade”.

Simone de Beauvoir foi pioneira ao movimento feminista e o casal trouxe um novo modelo de relacionamento. Nessa época, ainda não havia o movimento feminista numa forma radical e impulsiva de contestação ao masculino, onde a mulher vivencia um modelo competitivo com o homem, perdendo sua feminilidade, vestindo ternos, cortando cabelos e se dedicando de corpo e alma ao seu trabalho profissional como busca de uma nova identidade.

Esse movimento criou a nova mulher?

Na visão Junguiana, o ser humano possui as duas polaridades masculino e feminino, sendo dominante uma delas que corresponde ao seu sexo. Cada um tem que integrar o oposto em si mesmo no sentido de busca de equilíbrio numa visão holística, de inteireza. Penso que essa teoria é contemporânea e pode nos auxiliar nessa busca de igualdade de direitos e diferenciações naturais.

A mulher moderna que está integrando seu animus ou sua masculinidade interior, não precisa competir com os homens nem adotar qualidades masculinas para se expressar, isto é, identificar-se com o modelo masculino. Ela reconhece a presença de qualidades masculinas dentro dela, assume sua própria autoridade e mantém-se fiel à sua natureza feminina. Ela não pode ser capaz de mudar o sistema patriarcal em volta dela, mas o que é mais importante, ela não permite que o sistema a modifique.

A Psicologia Analítica, Humanista, de C. G. Jung, parte do princípio que só podemos nos desenvolver plenamente, quando integramos nossa individualidade e nossa capacidade de nos relacionar. Esse processo é chamado de “Individuação” que é uma busca de desenvolvimento da consciência através do autoconhecimento e de outros métodos libertários que cada um escolhe para expressar sua singularidade ou criatividade.

O homem precisa integrar o seu feminino interior, arquétipo da anima que se encontra no seu inconsciente ou subjetividade; e a mulher, o seu masculino interior, animus. Quando cada ser humano empreende essa busca, o relacionamento com o outro sexo se torna mais harmonioso, já que não precisa projetar no outro a sua própria alma.

O outro serve de espelho para que essa tarefa grandiosa possa ser realizada pelo casal, exigindo muito amor, paciência, compaixão, virtudes que vão sendo adquiridas à medida que a personalidade amadurece e a capacidade de amar evolui.

Essa teoria psicológica que inclui o inconsciente pessoal, repositório de nossos conteúdos reprimidos, os complexos, e o inconsciente coletivo, os arquétipos, nossa herança universal, nos convida ao autoconhecimento, a entrarmos em nosso inconsciente para pescarmos as pérolas de uma compreensão maior de nossa integridade e criar um relacionamento saudável consigo, com o outro e com a sociedade.

Eric Fromm, psicanalista, em seu livro “A Arte de Amar”, coloca o amor como uma Arte que exige concentração, cuidado, responsabilidade, respeito e conhecimento sobre si mesmo que se revela para o outro.

Na filosofia de Platão, da Grécia Antiga, conta o mito do androginato, através do discurso de Aristófanes, no Banquete: “No início da criação, os seres humanos eram inteiros, perfeitos e redondos. Em represália à insolência desses seres, Zeus, o líder dos deuses, cortou-os ao meio. E assim iniciou essa procura ansiosa de sua antiga metade, pela humanidade.”

“O amor é uma espécie de loucura, disse Platão, uma loucura divina!”

“Quando arrebatado de amor, um ser humano olha a pessoa que ama, é sua própria imagem que ele vê nos olhos de seu amado (a).”

Podemos transpor essa idéia antiga para nossa época, na teoria de espelhos, onde vemos no outro nossa própria alma e nos apaixonamos. Quando a paixão acaba, é o momento da desilusão, de separação ou possibilidade de transformar esse relacionamento em diferentes formas de amar.

Existem muitas possibilidades de amor:

O amor Pornéia refere-se ao amor do bebê por sua mãe – “ele a come”. Ele gosta do seu leite, do seu calor, do objeto materno.

Esse tipo de amor também ocorre no ser humano, “um bebezão que devora”, um exemplo de amor que não evoluiu. Um amor que não parou de mamar, de consumir o mundo, os outros, o corpo.

Nesse estágio, trata-se de um instinto de sobrevivência, uma pulsão, um apetite vivenciado como uma necessidade de alimentar-se do outro.

O amor Eros é que vai dar asas à Pornéia, aquele que vai introduzir inteligência na pulsão. Eros é a atração e o desejo de se unir ao corpo, de fusão. O amor torna-se inteligente, e pode transformar as pulsões, desejos instintivos, emoções fortes em sentimentos belos. O ser humano ganha asas.

O amor Philia é o amor amizade. Trata-se de um amor de intercâmbio, do compartilhar, da troca do dar e receber. A amizade não é da ordem da utilidade, supõe uma atitude de acolhimento, um amor fraterno.

O amor Ágape é o amor gratuito, que não se espera nada do outro, é altruísta. É o amor divino. “Quem ama é o ser divino presente em nós”. É o eu que se abre para o self. Abrimo-nos para aquele que ama em nós. É o divino que encontra o divino no outro. O Ágape implica uma vontade de amor, da fonte divina.

Um exemplo desse amor é ressaltado no Cântico dos Cânticos, hino bíblico onde Salomão e Sulamita se enlaçam conciliando o desejo mais carnal e a transcendência mais sublime. É colocado em versículos através de versos poéticos.

Jean Yves Leloup em seu livro “Uma Arte de Amar para nossos Tempos” sugere a indagação: “É preciso encontrar um belo objeto para amar ou é preciso reencontrar a capacidade de amar em todas as circunstâncias?

Rainer Maria Rilke, em “Cartas a um Jovem Poeta”, dizia que as pessoas jovens, iniciantes em tudo, ainda não podem amar: precisam aprender o amor com todo o seu ser e o tempo de aprendizado é sempre um longo período de exclusão, de modo que o amor é por muito tempo, ao longo da vida, solidão, isolamento intenso e profundo para quem ama."

“Amar outro ser humano é talvez a tarefa mais difícil que a nós foi confiada, a tarefa definitiva. A prova e o teste finais; a obra para a qual todas as outras não passam de mera preparação.”

Na visão platônica, a essência consiste em inspirar nos homens o desejo de possuir o que é belo e o que é bom, não apenas momentaneamente, mas para sempre.

A fonte do pensamento de Platão é o filósofo Sócrates, pai do autoconhecimento, anunciador da máxima “Conhece-te a ti mesmo”.

Creio que essas metamorfoses que todos estamos passando, com aceleração no início do século XXI, de busca de uma nova identidade, têm como base o processo de individuação que é a busca de você se tornar aquilo que você é em essência e ser uma pessoa criativa, realizando sua singularidade.

A palavra de ordem deste século é parceria. Estamos trocando o amor possessivo, dominador, pelo amor de troca, de comunhão ou aproximação de dois inteiros, e não a união de duas metades.

A idéia de uma pessoa ser o remédio para nossa felicidade, que nasceu com o romantismo, está fadada a desaparecer neste início de século.

Quanto mais o indivíduo for responsável por suas escolhas pessoais, mais preparado estará para uma boa relação afetiva.

Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas do século passado.

Todas as pessoas deveriam experimentar sua solidão para vivenciarem um diálogo interno ou subjetivo com seu centro ou essência e descobrir sua força e poder pessoal, que só podem ser encontrados dentro dele mesmo, e não a partir do outro.

O amor de duas pessoas inteiras é a busca do relacionamento saudável no século XXI.

Referências Bibliográficas:
C.G. Jung – Memórias Sonhos Reflexões
C.G. Jung – O Homem e Seus Símbolos
Platão - O Banquete, Tradução do Prof. J. Cavalcante de Souza
Simone de Beauvoir – O Segundo Sexo, Uma Experiência Vivida
Eric Fromm – A Arte de Amar
Thomas Moore – Cuide de Sua Alma
Thomas Moore – O Que São Almas Gêmeas
Jean Yves Leloup – Uma Arte de Amar para os nossos Tempos
Jean Yves Leloup – Amar apesar de Tudo
Jean Yves Leloup – O Essencial no Amor
Rainer Maria Rilke – Cartas a um Jovem Poeta

Indicação de filmes:
Vicky Cristina Barcelona – Direção: Woody Allen (2008)
As Pontes de Madison – Direção: Clint Eastwood (1995)
E o Vento Levou – Direção: Victor Fleming (1939)
Assédio – Direção: Bernardo Bertolucci (1998)
O Amante – Direção: Jean-Jacques Annaud (1992)
Asas do Desejo - Direção Wim Wenders (1987)

Verusa Silveira
Médica Psiquiatra e Psicoterapeuta Junguiana
Coordenadora do Núcleo de Estudos Junguianos – Bahia (1988)

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Bate-papo: O Encontro Amoroso

Data: 09 de junho (quarta-feira) - 19:30h
Evento: Gratuito (confirmação prévia)
Informações: 3271-3640 / 9201-0250 / 9992-0061

Interpretação do filme Avatar

“Quando eu estava no hospital para veteranos,
com um vazio no centro da minha vida,
comecei com esses sonhos sobre voar: Eu era livre...”

O Filme Avatar nos leva a um mundo espetacular criado pela Imaginação Criadora de James Cameron e faz-nos entrar com ele, nessa grande fantasia de Ficção Científica, abordando o futuro do Planeta Terra.

Em 2051, o nosso Planeta, com seu Ecossistema devastado e quase todo destruído pela ação humana, parte definitivamente para a conquista do espaço. O lema destruir e ocupar, do antigo modelo colonialista imperialista, que acompanha a história da humanidade, continua valendo, ocultas sobre as novas e quase invencíveis armas da avançada tecnologia bélica. O discurso egóico inflado com a certeza ilusionária da superioridade humana sobre os outros seres vivos, alienígenas ou não, continua dando energia a uma sociedade militarista em busca de lucros e poder. O desrespeito por todas as formas de vida: animal, vegetal e mineral continua prevalecendo. Um mundo dissociado, fragmentado e sem alma, onde a mente analítica e a razão ainda dominam.

É nesse contexto que ocorre a descoberta de Pandora, uma das luas de Phobemius, que órbita a Constelação de Alpha de Centauros, distante da Terra aproximadamente 6 anos de viagem no espaço. Pandora transforma-se em mais um desafio de conquista militar para extrair um precioso minério, o Unobtanium, que resolveria o problema de energia na Terra, e faria fortunas incalculáveis, conquistando os nativos do planeta os Na’vi, que eram considerados primitivos.

Avatar conta a Jornada Iniciática de um Herói, Jake Sully, que representa simbolicamente toda a humanidade. A missão heróica é a busca de autoconhecimento, que é chamado de Processo de Individuação na Psicologia Junguiana. Durante a trama podemos observar as várias fases desse processo, que é a transformação do Ego, em seu caminho para o Self. . O filme utiliza uma linguagem simbólica e arquetípica, própria do inconsciente.

A Jornada sempre inicia com um conflito e uma escolha que deflagra o Nascimento do herói. Jake Sully tendo escolhido a vida militar, verá seus sonhos desmoronarem depois de ter sido ferido em combate ficando paraplégico. Sincronicamente seu irmão gêmeo, Tom que era um intelectual e cientista, perdera a vida em um estúpido assalto. Dois irmãos gêmeos, com escolhas polares: a ciência e a guerra, seus destinos se encontram novamente. Um morre para o outro renascer.

A atmosfera de Pandora era inapropriada para a sobrevivência humana, e isso gerou a necessidade do desenvolvimento de um projeto científico de altíssimo nível e custos, contando com os mais gabaritados cientistas da Terra, entre os quais Tom, para o trabalho de exploração do novo planeta e aprendizado sobre o povo Na`vi.

Um Avatar é um humanóide hibrido de DNA humano e extraterrestre. Cada humano que cede seu material genético é um Piloto de Avatar e se conecta com ele através de seu sistema nervoso. Jake por ser irmão gêmeo de Tom, recebe a proposta dos militares de tomar o seu lugar no projeto, evitando a perda do investimento financeiro.

Em Pandora, Jack conhece o Chefe da Segurança, homem tirano e déspota, com seu discurso egóico centrado no poder e na hierarquia. Personagem representante da Sombra está contida nele, toda maldade, insanidade, frieza, falta de ética e de moral. Dissociado de suas dimensões profundas, sem alma, vivia exclusivamente no mundo dos instintos. Seu lema era destruir, assimilar e conquistar.

No Biolaboratório, Jack é mal recebido pelo Chefe do Projeto, a botânica Grace Augustine que o julga incompetente e incapaz para compor a sua equipe, onde seria uma espécie de segurança. Ela é considerada uma lenda: mulher com um animus forte, traços de natureza yang, enérgica, masculinizada e entronizada em seu lugar de mando e poder, assumindo e identificando-se com sua Persona. Seu lado racional, cientificista falava sempre mais alto. A todo o momento Grace é relembrada que o principal objetivo do programa científico era diplomático e visava melhorar a relação com os Na’vi e fazer com que cooperassem na exploração do Unobtanium que se encontrava em todo subsolo do planeta e principalmente abaixo da Grande Árvore que servia de habitação coletiva dos nativos.

O modo de fazer a conexão com o Avatar era: “relaxe e deixe sua mente vazia” quando o homem dorme e entra em estado alterado, sua Consciência se transfere para o corpo do Avatar, animando-o e quando este dorme o corpo do homem acorda. Podemos ver nessa imagem simbólica a imersão no Inconsciente através dos Sonhos que ocorre conosco todas as noites. Pandora é o inconsciente, a grande Matrix da vida, que nos convida a uma nova realidade. Através do mergulho em nosso mundo interno, por meio dos sonhos, das fantasias, das imagens, das artes (música, poesia, literatura), dos contos, dos mitos, se realiza o processo de autoconhecimento. A dialética entre os opostos consciente e inconsciente, interior e exterior, realidade e fantasia promove a transformação. Podemos dizer então que simbolicamente Pandora é a Grande Mãe, o vaso e continente, aonde o herói, Criança Promessa, irá ser gestado.

Além de tomar o lugar do irmão Tom no projeto Avatar, Jake deveria ser um espião, um informante, se infiltrando entre os Na`vi para ganhar sua confiança e descobrir suas fraquezas e caso eles não cooperassem seriam destruídos. Tornando-se traidor, seria recompensado com uma neurocirurgia que reaveria o movimento de suas pernas. Observamos aí o Herói cara a cara com sua Sombra, àqueles conteúdos da nossa psique que desejaríamos que não existissem que são reprimidos, negados e esquecidos. É preciso entrar em contato com nosso lado escuro para aceitá-lo e integrá-lo. No filme temos um herói bem humano, com sombra: um herói que transgride. A função do herói é a união das Polaridades, equilíbrio dinâmico em busca da inteireza. Tipicamente o herói é aquele que se encontra em desvantagem no momento, no caso um deficiente físico que simbolicamente representa a Função Inferior, aspectos que não foram ainda desenvolvidos na consciência.

Um Na`vi tem mais de três metros de altura, pele azulada, uma cauda em prolongamento da coluna vertebral e fisionomia ligeiramente felinas, olhos com íris amarela e um esqueleto formado de fibras de carbono que lhe permite uma flexibilidade incrível. Além de um físico forte, seus sentidos são muito desenvolvidos, possuindo uma espécie de Crina de Cabelos que funciona como um órgão de conexão neuronal com os outros seres do planeta.

Jake apesar da falta de treinamento se conecta com facilidade com seu Avatar. Sua imagem corporal estava fragmentada pelo trauma do acidente que sofrera e ao fazer conexão encanta-se com as possibilidades do novo corpo. A nova identidade corporal lhe permite possuir novamente domínio das suas pernas, experimenta a liberdade de mover-se, de correr, de sentir o chão sobre os pés, a terra.

Em sua primeira exploração em Pandora, acompanhado da equipe científica, Jake armado, sai impelido pelo espírito de aventura, investigando o ambiente desconhecido. Frente à ameaça de animais alienígenas, prepara-se para atacar e defender-se e comporta-se como a naturalidade de uma criança, o que faz com que não tenha noção do perigo que enfrenta. Acaba se perdendo dos outros.

Sozinho na Floresta, Jack passa pela sua Primeira Iniciação. É noite e ele defende-se com uma tocha de Fogo de animais ferozes, que tem seu território invadido, e mata para não morrer. É observado por uma mulher Na’vi, a princesa Neytiri, que recebe um sinal para não matá-lo e o defende, repreendendo-o severamente por sua atuação.

Jake recebe sincronicamente, uma Benção Divina, milhares de sementes da Árvore Sagrada das Almas, espíritos muito puros, o envolvem. Nesse momento constela-se o arquétipo do Escolhido, aquele que vem do exterior, para cumprir uma missão libertadora. Questionada sobre o motivo de tê-lo salvo ela responde que ele tem um ”Coração forte, sem medo, mesmo sendo estúpido e ingênuo como uma Criança”. A Consciência Humana é ainda infantil, sob o controle do Ego.

Neytiri é a filha do Chefe do Clã, o maior dos Guerreiros e da Xamã e sacerdotisa, aquela que interpreta a vontade de Eiwa, divindade feminina, representante da Grande Mãe que cultuavam.

Jake é iniciado num Ritual de Reconhecimento em que a xamã pergunta seu nome e o motivo pelo qual ele está ali; em seguida ela prova o seu sangue para sentir sua essência e afirma: “Te vejo”. É preciso em primeiro lugar ter um Nome, ser nomeado, isto é ter um rosto uma Identidade. O fato de ser Guerreiro o diferencia da equipe de cientistas e desperta o desejo daquele povo de conhecê-lo. Então vamos ver se sua loucura pode ser curada, diz ela.

Neytiri mesmo contra à vontade, é designada para proteger e ensinar a Jack ser um deles, seus costumes. Começa então o preparo do herói para realização das Provas Iniciáticas.

O Povo Na`vi, é uma sociedade matriarcal onde uma mulher ocupava o cargo de Xamã do clã e um Guerreiro Homem a liderança política no cargo de Rei, protetor e gestor da paz. Cultuavam uma divindade espiritual que chamavam de Eiwa, presente em todas as manifestações de vida vegetal e animal e no ambiente físico do planeta. Eiwa é uma espécie de Grande Mãe arquetípica, é a força que dá sustento e possibilita a ordem no mundo. Viviam integrados com a Natureza interna e externa, com o objetivo do “religare”, reconecção com o divino. Eiwa é a própria Pandora, que está viva. As raízes das árvores e de toda a vida vegetal de Pandora formam conexões eletroquímicas e efetivamente agem como neurônios, criando uma rede cerebral com Consciência. Faziam parte de uma Grande Teia de Intercomunicação e Hierarquia Entrelaçada. Eiwa ou a Deusa é o princípio básico, feminino, a anima ou alma do mundo.

Ao contrário de nós, os Na’vi integravam seus níveis de energia, vivendo em profunda Conexão com a Fonte da energia vital. Faziam isto através de uma extensão de seus cabelos, uma Crina, que conectavam com crinas de animais, com ramos da Árvore das Almas e com eles mesmos estabelecendo vínculos através do contato de terminações nervosas. Observamos aí uma integração de três níveis básicos: o primeiro com nossas raízes, com a terra, instintos básicos, o segundo com a vida relacional, com o outro e consigo mesmo, e o terceiro com a espiritualidade ou transcendência, o céu, a divindade e o sagrado. Rezavam em grupo em círculos. Faziam Mandalas de oração, de agradecimento e de cura.

A vida comunitária era baseada na igualdade e na fraternidade vivendo juntos em uma Grande Árvore Sagrada, que era seu Lar, sua aldeia.

Jake começa a viver uma vida dupla, como Humano e como Avatar. Recebe treinamento de Neytiri, para ser um Guerreiro Na`vi desenvolvendo concentração e foco, aprendendo a se movimentar na floresta pelas árvores. Jake dá informações e ensina aos militares a estrutura interna da Grande Árvore, traindo os Na`vi.

À medida que o tempo passa Jake vai ficando mais forte e mais adaptado. Aprende a caçar e atirar com o Arco e Flecha e a montar no Direhorse fazendo conexão com o animal. Vai aprendendo a linguagem da natureza e se integrando. Vê a floresta através dos olhos de Neytiri. Presencia um Ritual de Sepultamento, onde o povo reverencia o corpo do morto, que deve retornar à terra, pois toda energia é somente emprestada e um dia deve ser devolvida. A alma volta para Eiwa, assim como a dos animais que são mortos, com muita gratidão, para que seu corpo sirva de alimento.

No próximo Ritual, Jake tem que enfrentar uma prova de extrema coragem para se distinguir como caçador e Guerreiro. Ele sobe pelas Montanhas Flutuantes, até o ninho do Ikran ou Banshes que era um pássaro selvagem das montanhas e lá tem que escolher com o coração e ser escolhido por um deles, que tentaria de imediato matá-lo. O elo entre eles duraria até a morte.

O contato de Jake com Grace através do Avatar promove uma mudança no relacionamento aproximando-os e tornando-os amigos.

Jake vai se identificando cada vez mais com a sua nova vida em Pandora e já não sabe mais quem é. Depois de três meses, já no fim de sua missão, volta a se encontrar com o chefe dos militares, que lhe parabeniza pelo trabalho e diz que ele já pode ter suas pernas de volta. Jack pede mais um pouco de tempo, para se tornar um Na’vi e facilitar a negociação para a saída do povo da Grande Árvore.

Jack é preparado por Neytiri, para o Ritual de Confirmação, pois toda pessoa nasce duas vezes, a segunda é quando ele faz valer seu lugar entre seu povo para sempre.

À medida que prosseguia o aprendizado, através da relação com Neytiri essa amizade foi se transformando em um encontro de almas.

Jake foi se despojando das Máscaras, entrando em contato com suas emoções e sentimentos, com sua Anima, se interiorizando. Ela era o seu Auxiliar Mágico e ao mesmo tempo a sua figura feminina interior: a Anima, sua essência Yin. O relacionamento com ela vai abrindo seu coração para o amor e sua redenção. Realiza-se o casamento Alquímico, da união das polaridades masculinas e femininas. Jack e Neyriti, afirmam seu. Amor.

As máquinas chegam para destruir a Árvore das Vozes. Na aldeia Jake tenta explicar que o Povo do Céu vem destruir a Árvore e confessa à aldeia que já sabia do ataque, que foi um traidor e que tinha vindo como informante, mas que depois tudo mudou, pois agora ele é um deles. Neytiri revela que eles fizeram à conexão, transgredindo o seu papel de noiva de Tsutey. Ela e a aldeia não perdoam Jake que é aprisionado com a Dra. Augustine. A Grande Árvore é derrubada e os Na’vi fogem desesperados. O Rei é morto e passa o Arco do poder para a filha. A Xamã liberta Jack e pede ajuda. Na fuga o Avatar dele e da Dra. sáo desligados pelo general e eles são aprisionados. O povo Na’vi agora chefiado por Neytiri se refugia na Árvore das Almas.

Ajudado por seus amigos, Jack e Grace fogem de helicóptero levando o laboratório móvel de Conexão. Na fuga a Dra é gravemente ferida.

O herói está arrependido: “Eu era um Guerreiro que sonhou que poderia trazer a paz. O Proscrito, o Traidor, o Alienígena, eu estou num lugar em que os olhos não podem ver. Eu precisava da ajuda deles e vice-versa, agora para encará-los é preciso fazer tudo diferente”. Neste momento de reflexão cara a cara com seu passado que não podia mudar, e com sua Sombra, o nosso Herói parte para a Ação de Reconstrução Interna, não se deixa derrotar, levanta a cabeça e luta. Reúne as formas de como mostrar que se arrependera que pode fazer diferente e que agora merecia novamente confiança. Primeiro é preciso mostrar para ele mesmo sua capacidade, sua força e por isso arriscando sua vida procura e encontra o Grande Leonopteryx e montando-o tenta com ele uma conexão que é aceita. Simbolicamente podemos dizer que fazemos contato com nossas entranhas, nossos instintos que nos move para a mobilização. Jake retorna vitorioso a Árvore das Almas como Turuk Makto, e é recebido com espanto por todos. “Eu vejo quem você realmente é”, Neytiri o perdoa e o acolhe e reafirmam seu vínculo de amor. É a morte alquímica do Velho Rei que deve ceder o lugar para o Novo Rei que o assume como um novo centro, ou novo Self.

Jake pede ajuda para salvar Augustine e leva seu corpo humano para junto de seu Avatar, sob a Árvore. Realiza-se um Ritual de Reanimação em que a Xamã e todo o povo unidos em um único fluxo de energia, conectados com Eiwa, tentam trazer a alma do corpo da Dra. transmigre definitivamente para o seu Avatar. Para isso ela tem que passar pelos olhos de Eiwa, mais é inútil.

Jake pede a ajuda de Tsu’tey, e conclama o povo para uma rebelião: "E nós vamos mostrar ao Povo do Céu, que não podem tomar o que eles querem. E que esta é a nossa terra!". Os Clãs sáo mobilizados. Jack vai à Árvore das Vozes e pede a Eiwa que os ajude, e Neytiri lhe diz que a Mãe natureza não toma lados, apenas promove a manutenção do equilíbrio da vida. A Batalha Final começa: os terrestres com suas armas de fogo e os Na’vi com seus métodos naturais.. Em dado momento os animais de Pandora aparecem de todos os lados para salvar o planeta em sinal de que Eiwa atendera ao pedido de Jake.

A batalha entre o bem e o mal, começa entre o coronel e Neytiri, que é salva por Jack. Os dois se enfrentam até que o coronel quebra um dos vidros do laboratório e desacorda Jake. Agora é vez de ela o salvar, matando o coronel e reanimando o corpo humano de Jack que diz ao acordar: “Te vejo.” Nesse momento ela demonstra que o ama como ele é verdadeiramente, humano.

Os humanos são expulsos de Pandora.

No laboratório, no dia 24 de agosto de 2154, data do seu nascimento, Jake realiza um Ritual de Despedida, pois escolhera viver definitivamente em seu corpo de Avatar. Todo o clã e a Xamã estão novamente em sintonia com Eiwa, para que a Consciência de Jack transmigrasse definitivamente para o seu Avatar, ele iria nascer novamente. O encontro com o Self é exatamente um renascimento simbólico. É a Transcendência e união com o Cosmos Unus Mundus, visão unitária onde não há separação entre mundo externo e interno, equivale a uma visão de totalidade psíquica, universal. Ele havia reencontrado sua Inteireza.

No nível da Psicologia Junguiana, podemos relacionar os personagens arquetípicos do filme como pertencentes a nossa própria subjetividade. Assim Jake seria o nosso Ego em transformação em seu caminho para a transcendência. Seria o nosso Guerreiro Interior. O Coronel nossos conteúdos de sombra, Neytiri nossa anima, essência feminina interior, o auxiliar mágico para a inteireza, e Augustine o animus feminino.

Na mitologia grega, Pandora foi a primeira mulher, criada por Zeus como punição aos homens pela ousadia do titã Prometeu em roubar dos céus o segredo do fogo e entregá-lo à humanidade. Epimeteu, cujo nome significa ficou encantado com a beleza de Pandora e a tomou como esposa. A caixa de Pandora foi então aberta e de lá escaparam a Senilidade, a Insanidade, a Doença, a Inveja, a Paixão, o Vício, a Praga, a Fome e todos os outros males, que se espalharam pelo mundo e tomaram miserável a existência dos homens a partir de então. Só restou dentro a Esperança, uma criatura alada que estava preste a voar, mas que ficou aprisionada na caixa... e é graças a ela que os homens conseguem enfrentar todos os males e não desistem de viver. Podemos dizer que Pandora é a Esperança, de que a Humanidade desperte a tempo de salvar a espécie. Que o Ser humano retome seu verdadeiro lugar na trilha da evolução buscando a reunião de suas partes fragmentadas, através da integração das polaridades, equilíbrio dinâmico dos opostos, em busca de uma Nova Inteireza, que possa trazer Paz e Luz para o planeta Terra. Pandora é também uma Lua que é um símbolo do feminino da deusa e da anima mundi como elementos essências na nova pedagogia do SER.

Avatar é uma manifestação corporal de um ser imortal, segundo a religião hindu, por vezes até do Ser Supremo. Refere-se a um Ser espiritual, divino, encarnado, e, portanto todos nós somos um Avatar em potencial para ser despertado, através do desenvolvimento da Consciência.

“Cedo ou tarde, temos que despertar.”
 
Márcia Silveira Costa Hita
Médica e Psicoterapeuta Junguiana, Membro do Núcleo de Estudos Junguianos - Bahia e do Colégio Internacional dos Terapeutas (CIT - Unipaz-BA)

domingo, 11 de abril de 2010

Cinema no Consultório

AVATAR


Dia: 24 de abril (sábado) - Hora: 14 às 18h
Investimento: R$ 20,00  
Tel: 3271-3640 . 9201-0250 . 9972-4889


sexta-feira, 9 de abril de 2010

Recital O Poema do Semelhante


"Quem sente que o mundo anda carente de Poesia e Beleza.
Quem acredita no poder de encantar com palavras.
Quem quer ter certeza de que é possível
FALAR POESIA SEM SER CHATO.
Quem aprecia os poemas Elisa Lucinda.
E quem sabe que somos todos criaturas semelhantes e dissonantes necessitando buscar harmonia nesse mundo de mistérios, não pode perder o recital O POEMA DO SEMELHANTE. A Escola Lucinda de Poeisa Viva - Salvador preparou o recital baseando-se em criteriosa seleção dos livros da fundadora da Casa Poema."

terça-feira, 23 de março de 2010

A Importância do Sonhar

A entrada dos sonhos para o campo da ciência foi um acontecimento decisivo; uma abertura de novos caminhos, sendo pioneiro o Dr. Freud com o seu livro: “A Interpretação dos Sonhos”, em 1900. Daí em diante, ficou demonstrado que a vida psíquica do homem não se passa apenas no plano consciente. Existe um outro nível, o inconsciente, no qual os sonhos são manifestações dessa linguagem.

Na perspectiva Junguiana, ampliamos essa linguagem do inconsciente pessoal ao inconsciente coletivo como representação da história universal da humanidade.

Estudar os sonhos é tarefa importante para aquele que quer se conhecer e fazer desse conhecimento a base para o desenvolvimento de sua personalidade, que é chamado processo de individuação.

A arte da interpretação dos sonhos é chamada Hermenêutica, derivada do Deus grego Hermes, mensageiro da vontade dos deuses.

Na Antiguidade, nos templos da Grécia, os sonhos eram utilizados para curar doenças e o grande médico que curava almas era Asclépio, Esculápio para os latinos, um herói-deus, mito antigo que viveu no século XIII A.C.

No mundo contemporâneo, sec. XXI utilizamos os sonhos em consultórios de medicina e psicologia, na psicoterapia, com o mesmo objetivo de cura ou transformação de almas.

Na visão Junguiana, o Sonho é fenômeno natural que provêm da mesma fonte que uma árvore ou um animal selvagem. Eles possuem uma inteligência superior, uma sabedoria e uma perspicácia que nos orientam. Eles nos mostram em que aspectos estamos enganados e nos alertam a respeito de perigos, predizem eventos futuros, aludem ao sentido mais profundo da nossa vida e nos proporcionam insights reveladores.

Os sonhos são mensagens do Self, arquétipo que simboliza o centro mais profundo de nossa consciência, unificador da psique total, consciente e inconsciente. Simbolicamente, ele é expresso em toda a história da humanidade como divindade interior, ou a imagem de Deus.

A maturidade e desenvolvimento de um ser humano exigem um confronto entre o ego, centro da personalidade consciente e o self. Essa dinâmica é vivenciada na análise de sonhos.

A função geral dos sonhos é tentar restabelecer a balança psicológica produzindo um material que complementa a nossa vida consciente.

Um sonho não poderá ser corretamente interpretado sem que seja conhecida a situação consciente do sonhador, daí a importância de se trabalhar a história pessoal num contexto terapêutico.

A interpretação de um sonho exige todos os aspectos do ser humano; da observação das suas sensações físicas, emoções e sentimentos ao uso da razão lógica e da intuição, para compreendê-lo.

O método utilizado para as narrativas dos sonhos compreende a exposição, que é a observação do cenário com seus personagens, a peripécia ou desenrolar da história e a lysis como solução final.

É uma pesquisa que envolve a imaginação criadora, pois os sonhos serviram de inspiração para escritores através de seus devaneios poéticos; nas artes plásticas, no cinema, teatro e artes em geral.

Gaston Bachelard, escritor e filósofo francês, defende o direito de sonhar de todos os seres humanos como capacidade imaginativa de restabelecer a saúde psíquica. Ele pesquisou em sua obra a relação dos quatro elementos da natureza: Terra. Água, Ar e Fogo, com as propriedades dos materiais, traduzindo de forma poética a relação com o ser humano.

Dr. Jung criou os conceitos da Psicologia Analítica ou Profunda, a partir da experiência com seus sonhos e de seus clientes, elaborando toda sua vida e obra.

Uma das coisas que considero mais importantes na vida onírica é escrever e compartilhar os sonhos, pois a partir dessa interação, nos abrimos para esse campo imaginário, oculto, inexplorado de nossas profundezas; é sempre um mistério a ser desvendado e merece respeito e humildade, observar o que está além do consciente como conteúdo natural de nosso psiquismo.

Podemos ser criativos e dar títulos às nossas histórias que vivenciamos ao dormir. Utilizar também a expressão artística de nossas imagens simbólicas através do desenho, pintura, modelagem, canto, música, dança ou expressão corporal e a dramatização como representação deste conteúdo.

Muitas descobertas científicas e criativas surgiram a partir de sonhos e estão descritas na história da humanidade.

Dr. Jung criou o mapa da estrutura e dinâmica arquetípica da Psicologia Analítica através de vários sonhos, que estão descritos em sua obra.

Recomendamos leituras:

C. G. Jung – Memórias, Sonhos, Reflexões.
C. G. Jung e Analistas – O Homem e Seus Símbolos.
Marie-Louise Von Franz em conversa com Fraser Boa - O caminho dos Sonhos.
Robert Johnson - A chave do reino interior.
Gaston Bachelard - O direito de Sonhar.

No cinema, recomendamos o filme de Akira Kurosawa - Sonhos.
De Wim Wenders - Asas do Desejo.

Nas Artes Plásticas, as pinturas de Salvador Dali, Marc Chagall, Monet, Van Gogh.

Verusa Silveira
Médica Psiquiatra e Psicoterapeuta Junguiana